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domingo, 9 de junho de 2013

A estátua da polémica


Há dias, passeando pela zona da Expo, deparei-me com uma gigantesca estátua que desconhecia.
 
A sua lado, a descrição:
 
Já sabia que o Bairro de Queens em Nova York lhe devia o nome. Rainha consorte de Inglaterra e da Escócia, esposa de Carlos II, supostamente a mão que serviu a primeira chávena de chá em terras onde até então só se bebia cerveja.
 
O que não sabia é que a estátua que estava à minha frente deveria estar a devolver-me o olhar, mas desde o outro lado do Atlântico.  Obra do escultor norte-americano Audrey Flack, a estátua com 10 metros de altura foi esculpida para ocupar um lugar proeminente na Hunters Point, Queens, NY, no final dos anos 90.
 
Mas a polémica instalou-se quando um grupo de activistas afro-americanos se insurgiu contra o projecto alegando o suposto envolvimento da filha de D. João IV no comércio de escravos.
 
 
Apesar de tal envolvimento nunca ter sido claramente provado, o facto é que o presidente do borough de Queens acabou por declarar que a estátua nunca seria colocada em terrenos públicos, com o argumento de que "guilt by association is guilt enough".
 
E, depois de alguns anos esquecida numa fundição, Catarina de Bragança regressou a Lisboa.

Parque das Nações. Lisboa. Junho, 2013

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Kleine Füße in Berlin

Estou em Berlim e o tempo é escasso para tudo o que gostaria de ver.
Portas de Brandenburgo
O Checkpoint Charlie fica longe, a Staatsoper está em obras e o Neues Museum - onde esperava poder apreciar a cabeça da Nefertiti – fechou há 5 minutos.
Proponho-me, então, uma caminhada, do Tiergarten à Alexander Platz.
Não falham as portas de Brandenburgo nem um passeio Unter den Linden.



Em frente ao Reichtag, um dos inúmeros monumentos que prestam homenagem a vítimas do nazismo. Desta feita, aos 96 parlamentares Comunistas e Sociais-democratas assassinados em nome do Terceiro Reich.
Dieter Appett's memorial
No coração da cidade, deparo-me com um curioso incentivo para continuar a marcha.
Grosser Stern


Faço o caminho aos ziguezagues, na tentativa de captar o mais possível da arquitectura moderna, variada e surpreendente que caracteriza a capital alemã. Ao passear-me ao longo do rio Spree, não consigo afastar o pensamento de que Berlim é uma mistura entre o que em Londres é moderno e o que em Paris é clássico – comentário que tem produzido muitos sobrolhos franzidos, mas que mantenho.
 
 
Em frente ao Deutsches Historisches Museum encontro uma estátua que parece estar ali há séculos, só à minha espera. Ansiosa por reclamar o seu mais do que apropriado lugar neste livro virtual onde os pés são o início, o meio e o fim.



Ao fim de quase três horas de caminhada, a noite caiu e o meu espírito está já tão cansado como os meus pés. Um sinal no chão relembra-me que o U-Bhan (metro) e o S-Bhan (autocarro) estão ali para me levar de volta ao hotel.
 
Fotos: Rutix. Berlim, Outubro de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Volvo Ocean Race


Na festa da grande competição de barcos de alta velocidade encontrámos uma referencia a Pezinhos



Este peixinho de havaianas e barbatanas



Fotos RCC, Lisboa Junho2012