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quinta-feira, 24 de março de 2011

Recordações da Índia XIV

Um dos momentos mais ansiosamente esperados acabaria por tornar-se numa ocasião triste e opressiva.
A subida de elefante ao Amer Fort, em Jaipur, foi pavorosa!
Tão longe dos momentos tranquilos e pachorrentos do safari em Chitwan.
Mais do que os vendilhões de banha da cobra, dos paparazzi pé de chinelo, ou dos mahout pedidndo baksheesh, o que mais me incomodou foi presenciar a maneira abusiva e agressiva com que os elefantes eram tratados. Com feridas e aspecto miserável, lá se arrastavam carreiro acima, carreiro abaixo, quase atropelando-se uns aos outros nas estreitas passagens. 
Muhipiti no Amer Fort
Um momento que preferiria não ter vivido e que gostava de esquecer.

Fotos: Muhipiti. Índia, 2010.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Recordações da Índia XIII

Vista sobre Udaipur a partir do Lake Palace Hotel
Foto: Muhipiti. Índia, 2010.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Porque gosto de elefantes!

Quis pôr aqui esta foto, sem saber o que escrever a propósito.....
Nem sempre há material na cabeça para acompanhar os pés....  ou as patas.

Lembrei-me daquela lenga-lenga de infância, mas não me pareceu justo para os paquidermes:
“Se 1 elefante incomoda muita gente, 2 elefantes incomodam muito mais....
Se 2 elefantes incomodam muita gente, 3 elefantes incomodam muito mais....”,

Depois pensei na “Drinking Song” dos Divine Comedy, mas esta pata não é cor-de-rosa:
"We’ll drink beyond
The boundaries of sense
We’ll drink ’til we start to see
Lovely pink elephants
Inside our heads, inside our beds
Inside the threads of our pyjama legs."

Por fim, deixei de me preocupar e pus a foto assim mesmo.

Foto: PN Tarangire. Tanzania. Setembro 2009

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O pé que embala a orelha

Gosto de acordar de manhã ao som dos passarinhos e de adormecer à sombra da lua.
Gosto de ser vegetariana e de beber água fresquinha.
Gosto de ser útil com a minha tromba; de levantar troncos pesados ou ramos leves com que limo as unhas.
Gosto das reverências dos turistas e até de os levar às costas, e de como os seus sussurros ecoam pelo parque.
Gosto de abanar as orelhas ao vento e de sonhar que um dia hei de voar.
Mas do que gosto mesmo é do meu mahout e das cócegas dos seus pés descalços a conduzirem-me para todo o lado.

Foto: RCC. Parque de Chitwan, Nepal 2007