domingo, 18 de setembro de 2011

Parque de Naukluft

Este foi o resultado de 17 km (10h) de caminhada (os franceses que me acompanharam chamaram-lhe "rando-escalade") por terrenos do Parque de Naukluft.


A imagem que segue era de uma das descidas da parte fácil.

Dos 12 elementos do grupo não houve um único que não tivesse caído várias vezes. Até o guia. Mas, como canta a Maria Bethânia:

Um homem de moral não fica no chão [...]
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira,
Dá a volta por cima.

Fotografias: N.Raynaud e MMP



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Castelos de areia

Obra das arquitectas Gabix e Rutix

O último dia de férias de verão aproveitado ao máximo. 
Para o ano há mais!!

Sapatos com poesia

Fotografias de RCC – Sines – Julho 2011


Numa pequena rua, no centro da cidade de Sines, encontrei uma sapataria em que a montra é decorada com poesias!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Porque Vale a Pena Viver?

Sair de Lisboa debaixo de chuva para assistir a teatro ao ar livre em Sesimbra. Risco recompensado por vislumbres de sol através do nevoeiro quente que exaltava os cheiros da terra e dos pinheiros. Por um espectáculo minimalista na forma e profundo no sentido. Por uma banda sonora inspirada. Por uma sopa da pedra deliciosa e reconfortante.


"Utilizamos uma escolha sonoplástica de grande duração em tempo, quase semelhante ao tempo textual, e muitas vezes literal à cena. Actores muito jovens e a Mill concebendo uma simplicidade cenográfica de artefactos caseiros.
Das circunstâncias que nos levaram a colocar a questão, Porque Vale a Pena Viver? As nossas inquietações, as monstruosas guerras, violações, mortes, onde o ser humano se revela um verme infame ou infamado. As relações doentias entre mulheres, homens e crianças indefesas, de violência sadismo e guerra psicológica. A cultura a ser relevada ao nível do lixo e nem sequer enunciada pelos políticos. O alimento e a mesa. O local onde o humano se observa como um ser em devir civilizacional.
Textos de Harold Pinter, Bernardo Soares, Leonardo da Vinci, George Steiner e outras reflexões internas e alheias.
Apareça e divirta-se neste espectáculo com humor, amor, interrogações e declarações, à mistura com o cheiro do mar e das plantas da Aguncheira."
São José Lapa


“Porque, de resto, o que somos é esfinges falsas e não sabemos o que somos realmente. O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios. O absurdo é o divino.”
Fernando Pessoa (Bernardo Soares), O Livro do Desassossego

domingo, 11 de setembro de 2011

O Atlântico em Cape Cross


Um pé no Atlântico, em Cape Cross, onde Diogo Cão pôs o seu pé em 1486. (Namíbia)

sábado, 10 de setembro de 2011

Pé fora da caixa ... ou ... o que fazer quando falta inspiração .... ou ....


E ele virou-se para trás e gritou:
- Pára Main, tu és meu irmão!"
- Já não, exclamou Main, recusando-se a olhar Cousu de frente.

- Corta!!!! - gritou o Director, irritado.
Já estava farto de repetir aquela palavra e a manhã ainda não acabara.
Virou-se para os actores que tinha à frente, ambos altos, loiros e calçando sapatos cosidos à mão. 
Tentou respirar fundo e acalmar os nervos. Não conseguiu e a sua voz saiu com rispidez:
- Irra, Machado! Quantas vezes já te disse que TU és o Cousu e o Santana é que é o Main!!!!

A cena era simples, não apresentava qualquer dificuldade. O problema estava no mau relacionamento entre os actores. O motivo da tensão era, claro, uma mulher. Mas isso, o Director não sabia .... 
Ignorava que ambos disputavam o amor de Fabrication, sua mulher. E nem sonhava que esta tinha uma amante secreta: Artisanale, a operadora de câmara.


Foto: RCC. Carcassonne, Junho 2011.
Texto: Rutix. Adaptação de mote dado por Nuno Ribeiro e Rui Simões: "Desformatar Através da Escrita". Escrever Escrever, Abril 2011.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um pé quase em Angola

O rio Cunene, em Epupa. Na margem direita, ainda iluminada pelo sol, fica Angola; na esquerda, a Namíbia.